Seu A33a44ino!
É preciso censurar suavemente as opiniões. Há palavras perigosíssimas que podem, por sua simples menção, transformar o amigo (e)leitor em um demônio!
Eis uma edição extraordinária da newsletter, contra tudo e contra todos. Talvez até com contrainformação. Desta vez, uma homenagem aos “algoritmos” das redes sociais.
Seu A33a44ino! - Foi numa esquina escura em um bairro da periferia que ocorreu o a33a44inato de João Carlos, 43 anos, pai de família cri3tã e con2ervad9r. Sua esposa, Maria Quitéria, 37 anos, de leve tendência esquerdista, ficou, subitamente, viúva, com dois filhos pequenos. Uma tragédia!
O facínora, conhecido no bairro como Xisto das Cuecas, já era investigado pela polícia por pequenas contraven3ões, est7p5os e extor9ão. Pre3o várias vezes pelas forças de s3gu5ança, era sempre solto pelos juízes, que alegavam ser ele apenas uma vítima da sociedade com direito à tal dignidade humana embora, de humano, ele tivesse muito pouco.
Como o cr3me ocorreu? Quando? Nada de incomum: João Carlos voltava do cu3to evang8li9o naquela noite de domingo quando foi abordado por Xisto na esquina. João invocou o nome de Cr3sto pedindo que lhe deixasse vivo e que lhe entregaria o celular e a carteira, mas Xisto, cheirado no pó e visivelmente alterado, partiu para o ataque esfaqueando João no peito e no ventre repetidas vezes.
João caiu no chão sangrando muito e já com quase nada de vida. Xisto, vítima da sociedade, conforme os juízes, arrancou-lhe a blusa de frio, o celular e a carteira, deixando-o e à poça de sangue sós, sob as luzes fracas dos postes mais próximos. Como sei disto? Havia testemunhas. Outras pessoas que também saíam do cu3to e outros cat8lic9s que voltavam da mi33a em igr8ja próxima. Elas correram para socorrê-lo, sem sucesso.
O pobre João, pequeno empr44nded8r, tinha um quiosque de conserto de celulares em um pequeno conjunto de lojas do bairro. Votou em um candidato conse5vad9r (a esposa votou em um esquerdista) nas últimas eleições para prefeito. Você pode se perguntar sobre a vida do casal, mas eles viviam em harm4nia, como um casal mod3r4do, sem nenhum traço do identitarismo que a esquerda brasileira tanto promove nos últimos anos.
Os dois filhos de João e Maria, Isaías e Lucas, são alunos d4l7g3ntes, b3m-c4mp5rtados, resp3itam os professores e, claro, receberam a notícia da morte do pai com muita tristeza. Choraram durante toda aquela fatídica noite. O p3st0r da igr3ja da f4mília conversou bastante com eles nos meses seguintes, buscando confortá-los em uma missão praticamente impossível de am4r cr1st40.
O Xisto das Cuecas? Foi pr3s0 por alguns p0lici4is alguns dias depois, na esquina de seu barraco. Os vizinhos protestaram dizendo que os p0lici4is usaram de força excessiva, foram r4c1st4s, fasc1st4s e, sabe-se lá o porquê, tr4nsf0bic0s. As câmeras dos p0lici4is, contudo, não mostrou nada disto e Xisto passou uma noite na delegacia. Seria solto pelo juiz nas primeiras horas da manhã. Poucos dias depois at1r4u em um dos filhos de João em outro assalto, deixando-o paraplégico.
No período transcorrido entre o h0m1cídio de João (imagine se fosse um feminicídio!) e a compra da cadeira de rodas para seu filho, com vaquinha dos ev4ng3licos, políticos roubaram milhões de idosos em uma tenebrosa operação de corrupção envolvendo grandes banqueiros, sindicalistas e políticos governistas.
Eu? Eu não posso reclamar dos meus políticos, dos meus juízes e dos meus banqueiros. Sim, eu não posso. Caso contrário, posso ser preso e pegar penas de 14, 15 ou mesmo 17 anos por expressar minha indignação. Talvez se eu fosse um progressista…mas sendo, um l1ber4l com amigos c0ns3rvador3s, mostram-me as evidências, é melhor ficar calado.
Até mais ler!
(*) até mais ler” foi plagiado do Orlando Tosetto, cuja newsletter, aliás, você deveria assinar.
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Eu também não posso falar sobre o que eu acho dessa ideia de vítima da sociedade, principalmente quando aplicada a crimes hediondos. Ir pra cadeia não está nos meus planos